Aproximadamente 150 novas espécies são descobertas por ano. São mais de dois novos animais catalogados por semana. Seres que estavam vagando por aí e ninguém sabia. Algumas destas descobertas são feitas por cientistas e biólogos. Outras acontecem por acaso.
Tudo começou nuam daquelas noites normais. A mãe põe ofilho na cama. Cobre com a coberta e pergunta se está com frio. Ele dizquenão e ela deseja uma boa noite. Normal. O cachorro sempre dorme no quarto com o menino. Tem uma caminha perto da janela. A mãe dá a última olhada no filho e fecha a porta. Mais normal ainda.
É uma noite de primavera, não está muito quente, nem muito frio. Afinal, foi um dia normal. De repente, algo começa a se mover em baixo das cobertas. Não faz ruído e se move devagar. Repentinamente, um grito. Um berro ensurdecedor: MAAAAANHÊÊÊ!!
Nada acontece e o menino se levanta da cama. Tenta correr, mas o tornozelo esquerdo sangra. O cachorro late, mas se esconde no banheiro. O garoto abre a porta e corre desesperado pelo corredor. O intruso vai atrás. Mais um vez, o tornozelo do menino é mordido. E depois, mais uma. E mais outra. A mãe chega e também é surpreendida. Mais um tornozelo destruído. Uma poça de sangue se forma no corredor da casa. Os gritos acordam os vizinhos que chamam a polícia. Os tornozelos sangram. O intruso se esconde.
Os policiais chegam e fazem uma busca na casa. Ao entrar no quarto do menino, com uma lanterna na mão, um novo grito. Mais um vítima para o mordedor de tornozelos.
ps: Conto lido na aula de Radiojornalismo III e inspirado em curta do programa On the Lot, do People and Arts.
O rádio não vai morrer. Quem morrerá são ouvintes de rádio. Os velhos ouvintes que se acostumaram em ouvir comerciais entre um programa e outro. Aqueles que não se importavam em trocar de emissora por causa das demoradas publicidades. Ou ainda, os que esperavam horas para ouvir a música preferida tocar. Estes estão com a sentença de morte decretada.
O rádio não vai morrer. Muito pelo contrário, o rádio vai se transformar. A transmissão por meio de ondas radiofônicas começou no final do século XIX. De lá para cá foram décadas de desenvolvimento e criação. A evolução da tecnologia permitiu o armazenamento do áudio através de mídias. As músicas e programas passaram a ser gravados em discos de vinil, fitas cassete, chegando aos LPs, CDs e os atuais MP3. A eletrônica desencadeou a construção de aparelhos reprodutores e gravadores de som. Levou masis de um século para o fonógrafo evolouir a gravador digital portátil.
Atualmente, qualquer ouvinte pode possuir uma rádio própria, se quiser. Através da internet, todos podem veicular os conteúdos e músicas quebem entenderem para públicos específicos. Neste novo terreno da radiocomunicação surgem podcastings e rádios digitais sem horário comercial. É o fim da linha para a publicidade nosmoldes atuais. Os novos ouvintes não vão querer perder o precioso tempo de escuta com anúncios e patrocinadores.
* Resenha radiofônica lida na Rádio Famecos, na disciplina de Radiojornalismo III.
Todos os anos, o inverno no hemisfério sul começa em torno do dia 21 de junho. Até chegar a primavera, passam-se mais de três meses. Somente em meados de setembro as flores começam a desabrochar. Não sei o porquê, mas, ultimamente, tenho ouvido comentários peculiares dos gaúchos sobre o inverno: “Esse inverno tá muito rigoroso”, “Tá mais frio do que nunca” ou “Quando o inverno vai acabar?”. Acontece que o inverno vai acabar no mesmo dia que acaba todos os anos. Mas parece que ninguém se deu conta disso.
Na quinta-feira, 9 de agosto, eu estava ouvindo a Rádio Atlântida e um dos radialistas fez um comentário sobre o frio: “Cadê o tal do aquecimento global?”. E eu fico me perguntando: Quem disse que o aquecimento global provoca somente altas temperaturas? Me admira alguém que trabalhe na mídia dizendo uma bobagem dessas ao vivo. Aquecimento global provoca mudanças climáticas e não aquecimento geral.
Logo no começo do inverno, eu estava acordando lá pelas seis e pouco da manhã. Era um daqueles dias que não dá vontade de sair da cama. A pessoa mal consegue colocar o pé no chão de tão frio que está. Olhei meu celular e la´estava uma mensagem de um amigo: “E cadê o aquecimento global, Fernanda?”. Parece que isso virou piada. Parece não, realmente é a piada deste inverno.
A mídia martelou tanto sobre poluíção, desmatamento, derretimento de geleiras e, de repente, esqueceu o assunto. Eu sei que o aquecimento global provoca mudanças climáticas e não meteorológicas. Eu sei que não se trata somente de calor demasiado, tratam-se de temperaturas extremas. Eu sei também que não é um fenômeno localizado e que se esqueceu de influenciar o Rio Grande do Sul. Eu só não sei por que os jornalistas não explicam isso para o público.
* Esse texto foi originalmente lido na aula de Radiojornalismo III como exercício de comentário livre. Embora a pontuação tenha sido alterada em alguns casos, o conteúdo é o mesmo da gravação e de autoria própria.
Amanhã é o grande dia. Um dos dias mais importantes do ano, provavelmente. Se eu fosse escolher um dia para chamar de “dia D” em 2007, este seria amanhã. No tal 6 de agosto nenhum novo ataque à Normandia irá acontecer, mas vai ao ar no Brasil o último episódio da terceira temporada de Lost.
Há aqueles que gostam de baixar correndo os episódios pela internet logo que eles vão ao ar nos Estados Unidos. Não me incluo nestas pessoas. Para que cessar com o friozinho na barriga ao esperar uma semana pra saber se o Charlie vai morrer ou se a Sun vai ser sequestrada? Que graça iria ter se eu não tivesse ficado uma semana pensando que o Jack tinha virado casaca e se bandeado pro lado dos outros?
Bom, eu gosto de sofrer. E não sofro sozinha. Compartilho da mesma agonia do Sawyer ao encontrar o verdadeiro Sawyer, todas as semanas.Além disso, a reparto com minha irmã. Depois das 22 horas de toda segunda-feira, a agonia recomeça.
Se bem que esta será a última segunda-feira importante do ano. Na terça-feira entro na Lostpedia pela última vez e dou uma espiada no resumo dos episódios e nas curiosidades. Se bem que a Lostpedia é um veneno. Um veneno que eu não soube dosar corretamente na sexta-feira passada e acabei por provar.
Eu li o final de Lost. Li o final. Eu li o final de Lost. (Acho que preciso repetir isso umas mil vezes até acreditar no que fiz!)
De nada adiantaram os avisos de “Atenção! O trecho a seguir contêm spoilers”. Malditos, malditos, malditos!! Estragaram meu final de semana e talvez arruinem a minha segunda-feira.
Eu já desconfiava que o flashback que apareceu no útlimo episódio se passava no futuro. Eu sabia que o Jack não era tão atordoado assim antes de cair na ilha. Eu desconfiava que a mulher dele não poderia ter ficado grávida tão rápido depois da separação. Eu sabia que um outro médico não iria assumir o posto dele se ele ainda estivesse completamente são e na ativa. Eu já sabia, mas não queria ter lido.
Pois é. Jack e Kate fora da ilha 3 anos depois. Será que é isso mesmo?
Spoilers só funcionam quando não deviam. Geralmente, costumam apresentar defeitos quando se realmente precisa deles. O avião da Tam que o diga…
