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Capa do site do Big Brother Brasil no sábado, 7 de fevereiro
Ridículo talvez seja o adjetivo mais apropriado para descrever o que aconteceu na sexta-feira, 6 de fevereiro, na versão brasileira do reality show Big Brother. A prova pela liderança da semana havia acontecido na quinta, e Ralf foi o vencedor. No desempate contra Priscila, conseguiu catar o maior número de chinelos do patrocinador. Porém, na sexta-feira aparece a notícia de que ele seria destronado, pois colocou chinelos no cesto após o término do tempo.
Não foi má fé. Os movimentos do corpo humano talvez respondam mais rapidamente que o entendimento de comandos vocais. Ele largou o chinelo no cesto por reflexo. Apesar disso, Pedro Bial foi extremamente grosso ao dar a notícia ao participante, repetindo o vídeo do crime em flagrante por três vezes para que esse tivesse certeza do veridicto: Culpado!
Mais do que ridículo. Pedro Bial achou estar na sala de casa discutindo com sua mulher na sexta-feira. Pode ser que o diretor da atração Boninho estivesse a gritar no ponto em seu ouvido, mas mesmo assim a grosseria não se justifica. Na vida real, as pessoas têm a possibilidade de se explicar caso episódio semelhante ocorra. Se o programa transpõe a realidade humana em confinamento forçado 24 horas por dia, por que não deixar Ralf justificar, mesmo que inutilmente, seu ato falho?
O pior de tudo foi acessar o site do programa na noite de sábado e me deparar com a manchete “Produção da TV Globo erra: vídeo da prova do líder é exibido sem áudio”. Ao meu ver, apenas uma tentativa fajuta de justificar a grossura do apresentador. A produção do programa errou sim. Errou ao não fiscalizar a prova do líder no momento que ela estava sendo realizada. Pecou também por não conferir o vídeo e deixar, muito provavelmente, que o público denunciasse o ocorrido. E não é a primeira vez. Na edição 7 do programa, ocorreu caso semelhante em uma das provas pela liderança.
Dica útil: Que Pedro Bial faça aula de yoga e que Boninho escolha melhor seus produtores. Aliás, meu currículo está à disposição.
Desde o momento que soube da notícia da morte do ator Heath Ledger, desconfiei. Alguma coisa soou estranha. Lindo, loiro, alto, 28 anos, uma filha pequena e uma carreira promissora no cinema, não era a hora certa de dizer adeus.
À exemplo de Che Guevara e Bob Marley, que partiram cedo deste mundo, Ledger havia terminado sua atuação no novo filme do Batman poucos dias antes do ocorrido. Morreu, e não deixou pendências. (Nota mental: Morrer jovem é certeza de sucesso eterno. Quem usaria uma camiseta com a imagem de Che estampada se a última foto dele tivesse sido tirada aos 82 anos de idade?)
Fato é que Heath Ledger não morreu. Tudo se trata de um grande golpe de marketing que pretende dobrar (ou até triplicar) os números da bilheteria de Batman – O Cavaleiro das Trevas. Além disso, aqueles que não assistiram aos outros filmes irão catá-los na locadora ou comprá-los em DVD antes de conferir a seqüência.
A conspiração basicamente consiste em aumentar a audiência do filme, em vender os produtos promocionais e desbancar os longas concorrentes durante o período que estiver em cartaz. Muita gente que estava nem aí para o lançamento irá correndo ao cinema assistir o último filme de Heath Ledger. (Observação: Aliás, o trailer já demonstra que o Coringa foi brilhantemente interpretado, sendo que este será, com certeza, o papel mais importante da carreira de Ledger).
Na Internet circulam inúmeras versões do falso óbito. Uns apostam em suicídio. Outros dizem que foi um acidente. Há os que dizem que o ator era gay ou que estava em crise existencial. (Comentário maldoso: É verdade que ele namorava a retardada da Lindsey Lohan?). Até Jack Nicholson aproveitou-se da notícia para comentar que “avisou a ele” sobre os perigos de interpretar o Coringa, rival de Batman.
Enfim, insisto em afirmar que Heath Ledger retornará. Estará presente na entrega do Oscar 2009, causando o maior bafafá entre os jornalistas e o público. Muitos ficarão com raiva e o acusarão de golpista. Porém, esta será a melhor jogada publicitária dos últimos tempos. Sua eficácia será reconhecida e, quiçá, repetida.
Não acredito que alguém tenha tramado a morte do ator. Ouso dizer que ele é cúmplice de sua pseudomorte, e que, em breve, voltará.
* Abaixo segue lista de “mortes misteriosas” e, possivelmente, vinculadas a algum tipo de conspiração:
1. Elvis Presley: Será que não morreu mesmo?
2. Marilyn Monroe: O velho e famoso caso de queima de arquivo. Dividiu a cama com tanta gente influente que deve ter escutado muita coisa que não devia.
3. Princesa Diana: Melhor um príncipe Charles viúvo do que chifrudo.
4. Paul McCartney: “Paul is dead”, e foi substituído por um sósia em 1966.
5. Tancredo Neves: O ex-futuro-presidente do Brasil foi morto no hospital onde estava internado. Glória Maria, repórter da Globo na época, viu quem matou Tancredo. Por esse motivo, hoje ela decide a hora que quer ou não apresentar o Fantástico, tira férias de dois anos e é a única jornalista rica que conheço.
