Tudo o que eu tô afim de falá e ninguém tá afim de ouví


E agora, quem poderá nos ajudar?
30 30UTC Janeiro 30UTC 2009, 1:26 PM
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Embora as pautas sobre o aquecimento global estejam em baixa, todos sabem que uma mudança climática planetária é inevitável. Seja pelas vias naturais, pois há leis que regem a Terra e fazem com que seu clima mude de tempos em tempos – eras, ao que se sabe -, ou pela ação humana depredadora, como o aumento geométrico da população e poluíção, as catástrofes serão chamadas assim até que o homem se acostume com sua nova rotina.

Há de se creer que os primeiros efeitos estejam se apropriando do território brasileiro, desde o furacão Catarina, que atingiu as praias gaúchas e catarinenses em 2004, passando pelas enchentes em Santa Catarina na finaleira de 2008, até as novas chuvas no extremo sul do país logo no início de 2009. A passagem do Katrina por Nova Orleans em 2005 exemplifica a projeção catastrófica em escala mundial, muito embora os norte-americanos estejam mais acostumados com tormentas e furacões do que os colegas mais ao sul do continente.

Se é culpa do aquecimento global? Não sei especificar (ainda não possuo o diploma de geógrafa – favor frisar o ainda). Se há como reverter esse panorama? Chuto que não. Se tende a piorar? Apostaria algumas fichas nisso. E agora, quem poderá nos ajudar?

Nem Capitão Planeta, nem Jefferson Simões. É provável que ambos nada possam fazer com seus super poderes. O jeito é abrir um curso teórico-prático para ensinar aos brasileiros o que fazer em caso de furacão, porque as tormentas de verão tendem a se repetir nos próximos anos. Sorte que o Brasil está sobre a mesma placa tectônica, assim, pelo menos não é necessário aprender o que fazer em caso de terremotos.



Filosofia pessoal
20 20UTC Janeiro 20UTC 2009, 11:02 PM
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Ou trabalha ou fica bonita.

Se tiver os dois, é puta.



O cabelo de Alice Cullen
15 15UTC Janeiro 15UTC 2009, 11:42 PM
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O corte de Alice Cullen

Toda vez que entro no meu blog e vou verificar as estatísticas de visitas me deparo com “corte de cabelo de Alice Cullen” como um dos termos mais procurados que fazem chegar ao Cala Boca Fernanda. Também adorei o cabelo da vampira-irmã-emprestada do Edward, mas nem por isso fiquei pesquisando na internet sobre “como cortar o cabelo de modo que fique igual ao da moreninha Cullen do filme”.

Aliás, pesquisei sobre isso no Google. Logo no primeiro resultado aparece um tópico no fórum do Yahoo no qual alguma fã do corte pergunta a quem souber responder como imitar as madeixas. Ela ainda completa dizendo que seu cabelo é “grande e liso”. Quanto papo furado!! Amiga, imprime uma foto da Alice, vai em um salão legal e tá feito o carreto. Até porque a atriz Ashley Greene também tinha cabelo comprido antes de encarnar Alice.

Engraçado mesmo foi me deparar com o Jasper’s Army, uma espécie de comunidade dedicada ao namorado de Alice em Crepúsculo. Achei tosco, mas é engraçado. Especialmente na parte em que fazem descrições sobre o passado dos outros personagens da trama – se alguém descobrir a moral da coisa, me explique.

Enfim, lamento informar que em meu blog não será impossível encontrar a receita do corte de cabelo de Alice Cullen – minha vampira favorita. Mas, pesquisando bem, achei esse blog aqui que pode ajudar. Tudo indica que o cabelo da Alice é o tal de Pixie Cut, que faz também a cabeça de Rihanna, Victoria Beckham, Mariana Ximenes, entre outras.



Resenha de Sete Vidas
13 13UTC Janeiro 13UTC 2009, 11:19 PM
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Parece que Will Smith foi feito para sofrer. Com outra lição de moral – quase sempre inútil -, Sete Vidas é a mais recente prova disso. A exemplo de Eu sou a Lenda, Will enterra a sete palmos o engraçadinho de The Fresh Prince of Bel-air e encarna o maior sofredor do mundo – papel que parece protagonizar muito bem.

Se os cenários e as histórias ao redor forem suprimidos, Sete Vidas e Eu sou a Lenda correriam o risco de serem confundidos. Em ambos, os personagens de Will têm um animal de estimação que parecem ser seus únicos amigos. Mulheres quase-bonitas e pouco contato físico com elas circundam ambas as tramas, bem como cenas de Will sem camisa e com cara de-quem-comeu-e-não-gostou.

Aliás, a expressão de sofredor de Will no novo filme é melhor do que a cara de deboche conferida em The Fresh Prince ou M.I.B. Com mais espaço para mostrar seu talento – e belos braços -, Will interpreta o protagonista de Sete Vidas com aquela realidade que faz a gente se revirar na cadeira do cinema.

O filme conta a história de um homem que decide mudar a vida de sete desconhecidos. O objetivo é simples e parece ter sido copiado de filmes como A Corrente do Bem, estrelado por Haley J. Osment – o eterno “I see dead people”. A finalidade, no entanto, é um pouco diferente.

Sete Vidas é um daqueles filmes que faz parar para pensar depois que a sessão acaba. No cinema, a gente quer que acabe logo para saber aonde tudo aquilo vai dar. Mal se percebe o teor da trama, até porque as paisagens são comuns – qualquer cidade norte-americana – e as atitudes semelhantes às diárias – as pessoas acordam, comem, falam ao telefone, brigam, choram e se beijam. A reflexão chega só depois, quando o cérebro humano consegue processar os sentimentos e ações não passíveis de cálculo prévio. Acredito eu, o segredo das sete vidas.



Ei, táxi!
5 05UTC Janeiro 05UTC 2009, 7:27 PM
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As ruas de Porto Alegre abrigam 3.925 táxis. A maioria deles tem a lataria pintada de laranja, mas há também alguns brancos, que atendem ao aeroporto e antigamente cobravam tarifa diferenciada. A cidade conta com 168 pontos fixos e 135 livres, em 496.827 km² de área geográfica. São 362 habitantes para cada táxi.

Apesar disso, o número de taxistas supera 10.000. A maioria não dispõe de veículo próprio e trabalha para empresas ou aluga carro de terceiros. O meio de transporte individual divide espaço com a oferta de linhas de ônibus e lotações, que cobram tarifas de R$2,10 e R$3,50, respectivamente. Desde fevereiro de 2008, os taxímetros porto-alegrenses iniciam em R$3,10. Cada quilômetro rodado agrega R$1,55 ao total.

O serviço de transporte individual de passageiros é tão antigo quanto as civilizações. Com a aplicação do taxímetro, que taxa conforme a distância percorrida, os chamados carros de aluguel passam a ser conhecidos como táxis. A Lei nº 3.790, de 1973, regulamenta a atividade em Porto Alegre. Assim, para ser taxista não basta apenas possuir a um veículo, como também se torna obrigatório realizar cursos de capacitação e qualificação.

Em Brasília, os táxis oficiais disputam espaço com os carros particulares que fazem transporte ilegal de passageiros. Na rodoviária – como é conhecida a estação central de ônibus metropolitanos da capital federal, diferentemente de Porto Alegre, por exemplo – é possível constatar a presença de inúmeros veículos que realizam a atividade ilícita.

A cidade de São Paulo conta com 32.766 táxis licenciados, agregando o maior número nacional. Lá, são 1.253 habitantes por veículo, que têm lataria pintada de branco. A cidade possui também linhas de metrô subterrâneo e grande quantidade de veículos particulares, o que acarreta congestionamentos e conseqüentemente menor concentração de táxis per capita. O Rio de Janeiro, uma das cidades mais visitadas por turistas no país, abriga o maior volume de táxis. Há um carro amarelo com listras azuis para cada 180 pessoas.

O táxi é um meio de transporte conveniente, mas mais caro que os demais. Os taxistas podem ser comparados a pescadores, pois esperam sempre o próximo passageiro e reúnem histórias e passatempos diversos em seu ambiente de trabalho. Livres pelas ruas ou nas paradas, torcem pelos dias de chuva, véspera e retorno de finais de semana e feriados.

Uma constante é que as rodoviárias e aeroportos agrupam o maior número de táxis em qualquer lugar. Em Porto Alegre não é diferente. São 382 e 141 veículos, respectivamente, sendo os únicos a aceitarem pagamentos com cartão de crédito.

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Pedro Machado, 56 anos, 20 de profissão, o 2464

O táxi que dirijo é alugado. Divido a diária com outro motorista. Costumava trabalhar no ponto do aeroporto. Lá, os passageiros tem outro nível. São mais educados e fazem corridas mais longas. Mas o dono vendeu a frota e há dois anos tive que trocar aqui para a rodoviária. Por mim, tanto faz. Eu vou e volto pro ponto o dia todo.

Demora uns 15 minutos para chegar ao início da fila de novo. Enquanto isso, jogo cartas e damas com os colegas. Dá tempo também de tomar um cafezinho de vez em quando.

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 Jaqueline Lima, 32 anos, 10 de profissão, o 4612

Certa vez entrou uma mulher aos berros. Ela queria que eu seguisse um carro. Passamos a tarde perseguindo o marido dela, pois estava desconfiada de traíção. Eu tentava acalmar, dizia para não fazer barraco, não dar vexame. Ela gritava, chorava e dizia que iria matá-lo. A corrida foi cara, mais de cem reais, e não resultou em nada.

Divido o carro com meu pai. Ele que é o dono do corsa. Trabalho na rodoviária há dez anos. A gente paga uma mensalidade de R$56 para as despesas internas daqui. Mas eu gosto mesmo é de pegar passageiro na rua. Só fico no ponto em dia que não tem movimento.

Adoro a profissão. Antes eu era vendedora de loja, emprego sem muita emoção. Não me sinto excluída de forma alguma no ponto. Converso com os outros taxistas e não perco passageiro por ser mulher.

Esses dias um cara chegou e ordenou que eu seguisse um carro. Me contou que havia sido assaltado e queria alcançar os bandidos. Olhei para o vectra 2.2 que deveria perseguir e informei ao passageiro que meu carro é 1.0. Não valia a pena. Acabei deixando ele na delegacia de polícia.

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Osmar Lemanski, 53 anos, 6 de profissão, o 3952

Fui motorista de ônibus por 25 anos. Eu sou do tempo da lei antiga, que motorista só precisava trabalhar um quarto de século para se aposentar. Agora eu incremento meu orçamento como taxista.

O carro é alugado, mas eu sou o único motorista. Estou sempre aqui na rodoviária, é o melhor ponto da cidade. Táxi é chato de dirigir, pego muito trânsito e tenho que disputar espaço com esse monte de veículo, caminhonete e carroça que tem por aí. Ônibus é melhor. Tem corredor próprio, bem mais tranquilo.

Semana passada fui assaltado de novo. Foi a quarta vez. Dois motoqueiros encostaram do meu lado na sinaleira. Levaram dinheiro, celular e meu rádio. Esse tipo de coisa acontece direto com taxista. A minha sorte foi que nunca fizeram nada comigo. Desde sempre que somem táxis e até matam motoristas.

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Dirceu Machado, 66 anos, 36 de profissão, o 3906

O pessoal me chama de Borboleta por causa da minissérie da Globo, o Bem Amado. O prefeito da cidade construiu um cemitério e precisava de um morto pra inaugurar a obra. O assessor dele se chamava Dirceu e era caçador de borboletas. Daí, acabei denominado assim, graças ao Dirceu Borboleta.

Acho que 90% dos taxistas só conhecem pelo apelido. Eu fui um dos fundadores do primeiro serviço de rádio-táxi de Porto Alegre, o Cooptáxi. Por causa da rádio que fiquei famoso no meio.

Tenho táxi próprio. Carro recém comprado. Modelo 2009, ano 2008. Se eu fosse vender, valeria de 200 a 300 mil reais, incluindo a placa e espaço no ponto. Emplaquei em nove dias, com despachante particular. Pelo sindicato demora um mês. É bobagem pagar a mensalidade deles. Hoje não banco mais.

Sou um dos mais antigos aqui na rodoviária. Fora eu, deve ter mais uns três ou quatro que entraram na mesma época. Chego aqui às 4h todo dia. Às 11h, vou para casa almoçar e durmo até às 15h. Depois, retorno e fico até às 20h.