Na terça-feira, 22 de abril de 2008, marquei um encontro com a Manu Menezes, a Laura do Vidanormal, na Lancheria do Parque. Eu precisava fazer um perfil da jovem atriz para a disciplina de Jornalismo e Literatura. Entrevista marcada para às 11h, fui me aventurar no mundo dos perfis jornalísticos. O resultado da experiência, que não deu certo de primeira, mas consumou-se na segunda, deve ficar pronto na quinta-feira, dia oito de maio. Os problemas da primeira vez seguem narrados abaixo.
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Como uma pessoa consegue comer feijão com arroz às 10h30 da manhã? Estacionei o carro em uma das ruas perpendiculares à Redenção. Não tinha moedas suficientes para o parquímetro. Por sorte, o Bonfim é um daqueles bairros onde há ferrangens, mercadinhos e restaurantes a poucos passos. Troquei nota por moeda e retornei com o bilhete do estacionamento ao carro. Segui para o local do encontro.
10h45: “Me vê uma água sem gás?”. O atendente quis colocá-la em uma sacola de plástico, mas eu queria era arranjar uma desculpa para ocupar uma das mesas da Lancheria do Parque. “Tem canudo?”, perguntei. Ele apontou para o lado e depois disse “tchau”. Virei de costas para a porta e sentei em uma mesa que fica bem no meio do restaurante. Não estava lotado, mas havia seis pessoas servindo feijão-arroz-carne no buffet e mais alguns conversando sentados.
11h18: “Mais dois minutos e vou ligar perguntando se aconteceu alguma coisa”. Depois de chamar duas vezes, sou encaminhada para a caixa de mensagens. Acho que ela deve estar chegando.
11h20: Zé Vitor Castiel entra. “E aí Zé”, grita um dos garçons. O ator está com o braço esquerdo engessado, senta no balcão e pede uma coca light. Logo aparece um homem para cumprimentá-lo. Parece que se conhecem, pois conversam gesticulando em sintonia.
11h23: Telefono novamente. Outra vez sou encaminhada para a caixa de mensagens. Com algumas anotações do que seria o questionário inicial da entrevista, aguardo sem esperança. Decido que ficarei até às 11h30.
“Dá licença?”, diz um dos garçons. Olho para o lado e o homem empurra uma lata de lixo gigante, de cor azul. Afasto os pés e ele passa pelo estreito corredor que separa as mesas, seguido por mais três homens que carregam sacos pretos. Zé Vitor Castiel termina de comer o pastel e levanta. Coloca óculos escuros e acerta a conta no caixa.
11h27 e nada da Manu. Depois de 300ml de água, sinto vontade de ir ao banheiro. É melhor segurar até chegar em casa. Os barulhos de pratos, liquidificadores e talheres se intensificam. Observo atentamente todos que passam pela rua. Alguns entram e espiam cardápio do dia. Outros param em frente ao painel fixado na parede, que exibe os preços, e dão meia volta. Há os que escolhem uma mesa e fazem pedidos com o garçom. Ainda presencio os tipos que entram cumprimentando a todos sem critério.
11h31. Ela não vem. Preciso me convencer que a simpatia da Manu Menezes é aparência. Conversamos no MSN, marcamos o encontro, falamos por telefone, mas me deixou 31 minutos esperando. Deve ter acontecido alguma coisa.
O movimento da Lancheria aumenta, por causa da proximidade com a hora do almoço. Entendo que é preciso desocupar a mesa. No caminho para o carro, olho para os que passam na calçada, torcendo para que ela não apareça justo agora que estou voltando para almoçar em casa. O bilhete da área azul me garantia estacionamento até às 12h34. Não será mais necessário.
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timão é zika vamos gahar do são paulo se deua quiser é ronaldo e zikaaaaaaaaaaa
Comentário por jose 16 16UTC Abril 16UTC 2009 @ 12:59 PM